sexta-feira, dezembro 27, 2024

ESG na Economia

ECONOMIA ECOLÓGICA: UM MODELO ESG PARA AS NAÇÕES?

A natureza como limite da Economia.

Quando muito se fala em ESG, torna-se premente o aprofundamento na leitura do contexto. Nesse sentido, estou terminando uma das leituras que considero relevantes nessa perspectiva. Trata-se de "A Natureza como Limite da Economia", de Andrei Cechin.


Em tempos de sustentabilidade, a contribuição dos economistas é um ingrediente significativo. Ela amplia a discussão, considerando o papel das nações nas suas relações econômicas, uma vez que elas formam o ambiente e o contexto onde atuam as empresas.

Nesse sentido, o autor traz à tona o nome de Nicholas Georgescu-Roegen, um economista que ousou pensar diferente. Neste momento, suas ideias retornam à pauta e, numa perspectiva estratégica, é importante reavaliá-las.

Nicholas Georgescu-Roegen: o pioneiro da economia ecológica

Nicholas Georgescu-Roegen, economista e matemático romeno, nasceu em Constanța em 1906 e faleceu em Nashville em 1994. Sua obra, marcada por uma visão crítica e inovadora, deixou um legado fundamental para a compreensão da relação entre economia e meio ambiente.

Com formação em Estatística pela Universidade de Paris, Georgescu-Roegen exerceu importantes funções públicas em seu país natal antes de emigrar para os Estados Unidos em 1946. Lá, sob a orientação de Joseph Schumpeter, aprofundou seus estudos em economia. Como professor da Universidade Vanderbilt, em Nashville, Tennessee, desenvolveu uma teoria econômica radicalmente diferente daquela predominante em sua época.



Em sua obra mais conhecida, "The Entropy Law and the Economic Process" (1971), Georgescu-Roegen introduziu a segunda lei da termodinâmica, a lei da entropia, no debate econômico. Ao fazê-lo, evidenciou a inevitabilidade da degradação dos recursos naturais em decorrência das atividades humanas e questionou a sustentabilidade do crescimento econômico ilimitado, defendido pelos economistas neoclássicos.

O economista romeno propôs o decrescimento econômico como alternativa ao modelo de desenvolvimento vigente, argumentando que a economia deve ser vista como um subsistema da biosfera e, portanto, sujeita às suas limitações. Sua obra pioneira inspirou o surgimento da economia ecológica, que busca integrar os princípios ecológicos à análise econômica.

Vale a leitura.

terça-feira, dezembro 10, 2024

Miopia Estratégica

 COMO EVITAR A MIOPIA ESTRATÉGICA


Imagine um mundo onde a Blockbuster tivesse adotado serviços de streaming, ou a Kodak tivesse sido pioneira na fotografia digital. Esses são exemplos clássicos de empresas que falharam em ver a floresta por causa das árvores, cegas pelo foco em ganhos de curto prazo. A miopia estratégica, uma condição em que as organizações ficam tão absortas em suas operações atuais que não conseguem antecipar tendências futuras, é uma armadilha comum que pode levar à irrelevância.




Uma estratégia não é meramente um plano; é uma filosofia, um princípio orientador que molda cada decisão que uma organização toma. Trata-se de perguntar: "Que tipo de empresa queremos ser?" em vez de "Quais produtos ou serviços queremos vender?"


Quando os líderes confundem estratégia com tática, eles correm o risco de ficar presos em ciclos de melhorias incrementais, presos nas restrições do passado.


Por décadas, as empresas se concentraram em otimizar a eficiência e a estabilidade. Isso levou a um crescimento e inovação incríveis, mas também criou uma tendência a ignorar o cenário mais amplo e potenciais interrupções futuras.


Por que ocorre a miopia estratégica?


Medo do desconhecido: estratégias geralmente envolvem riscos e incertezas, o que pode ser assustador para organizações acostumadas à previsibilidade.


Pensamento de curto prazo: a pressão para entregar resultados imediatos pode ofuscar a visão de longo prazo.


Excesso de confiança no sucesso passado: as organizações podem se concentrar tanto em seus pontos fortes atuais que não conseguem se adaptar às mudanças.


Para evitar miopia estratégica, considere estes princípios:


Aceite o desconforto: Novas estratégias geralmente começam como ineficientes e inconvenientes. Esteja disposto a investir no futuro, mesmo que isso signifique sacrificar ganhos de curto prazo.


Abordagem centrada no cliente: concentre-se em entender e antecipar as necessidades dos seus clientes, em vez de simplesmente produzir produtos ou serviços.


Monte a equipe certa: monte uma equipe diversificada com uma mistura de habilidades, incluindo empatia, inovação e execução.


Comece pequeno, pense grande: comece com um projeto pequeno e gerenciável e aumente gradualmente conforme você aprende e se adapta.


Faça as perguntas certas: desafie continuamente o status quo e busque novas oportunidades.


Principais CONCLUSÕES:


> Estratégia é uma filosofia, não um plano. É sobre criar as condições para o sucesso futuro.

> Empatia é essencial. Entender as necessidades e aspirações dos seus clientes guiará sua direção estratégica.

> Pequenos passos podem levar a grandes mudanças. Esteja disposto a experimentar e iterar.

> O futuro é incerto. Abrace essa incerteza e esteja preparado para se adaptar.


Ao seguir esses princípios, as organizações podem superar a miopia estratégica e se posicionar para o sucesso a longo prazo em um mundo em constante mudança.

Disrupção na Escola

 

ESCOLA: QUANDO A DISRUPÇÃO COMEÇA 


Já faz um tempo que defendo a ideia de que a escola precisa ser reinventada e que movimentos de melhorias incrementais se esgotaram.

Olhando nessa mesma perspectiva, também defendo o ingresso de novos agentes na indústria de Educação, de modo que o ambiente possa ser oxigenado a partir de outros conceitos e visões diferentes daqueles que, durante muito tempo, dominaram o universo educacional.




Ainda com esse olhar em perspectiva, venho sinalizando a necessidade de se quebrar o monopólio de educadores sobre os processos que permeiam a escola. Venho pregando que, para acontecer, o movimento disruptivo partiria de agentes "não impregnados" pelos pilares da escola tradicional, livres, portanto, dos vícios e práticas vigentes.

E eis que, então, esse processo parece estar ganhando forma e adeptos. E de gente de peso, com o poder de fazer acontecer, como Elon Musk.

Será que, enfim, estaremos diante do início de uma nova era para a indústria da Educação?


Fluxo de Trabalho com IA

 

COMO INTEGRAR A IA AO FLUXO DE TRABALHO DO SEU TIME


A IA não está chegando, ela já está aqui. E vem remodelando indústrias e funções e a maneira pela qual definimos "produtividade". Como líder, você tem o poder de preparar o seu time para este movimento transformador, investindo no crescimento do seu pessoal. Veja como.



AUMENTE, NÃO SUBSTITUA. Capacite os funcionários a descarregar tarefas repetitivas para a IA, liberando tempo para o trabalho que requer empatia, criatividade e pensamento estratégico. Concentre-se em esforços de requalificação para ajudar sua equipe a agregar valor de maneiras que a IA não pode replicar.

MEÇA O QUE REALMENTE IMPORTA. Mude as métricas de desempenho para recompensar os resultados, não o esforço. Incentive o uso transparente da IA ​​para aumentar a produtividade e, em função dessa melhoria, não puna os funcionários jogando no seu colo trabalho extra, por conseguirem liberar tempo.

CONCENTRE-SE NAS HABILIDADES HUMANAS. Incentive seus funcionários a priorizar a curiosidade, a inteligência emocional (EQ) e o pensamento crítico. A IA pode se destacar em conhecimento, mas são características humanas como compaixão, criatividade e engenhosidade que diferenciarão sua equipe.

INCENTIVE A EXPERIMENTAÇÃO. Promova uma cultura de aprendizado estimulando o uso seguro e exploratório da IA. A inovação floresce quando o fracasso é visto como uma oportunidade de crescimento.


Esta dica foi adaptada de “ “Set Your Team Up to Collaborate with AI Successfully,” de Tomas Chamorro-Premuzic.

Rebranding Jaguar

 

JAGUAR: QUANDO O NOVO PODE SER UM TIRO NO PÉ 


Seguindo um movimento de rebranding, a Jaguar anunciou o seu novo logo. Esses movimentos de releitura da marca geralmente estão inseridos numa estratégia de marketing que vai além da própria marca.




Alguns estão relacionados a um reposicionamento dos produtos e serviços oferecidos ao mercado. Outros, uma estratégia de ampliação da participação de mercado, a partir da conquista de novos públicos.

Ações como essa são comuns no mercado. Entretanto, algumas marcas icônicas como a da tradicional marca de automóveis de luxo, necessitam muito cuidado nesse tipo de mudança tão radical, sob pena de se perder a identidade. 

O que poderia ser um avanço, revitalizando a marca, pode ser transformado em um tiro no pé. 

E você o que achou da mudança da marca? 

Curriculo Da Vinci

 

O ANTEPASSADO DO CURRÍCULO?


Ao completar 30 anos, um jovem talentoso nascido em Anchiano, uma pequena aldeia toscana perto de Vinci e próxima a Florença, na Itália, buscava transferir-se para Milão, a fim de desenvolver suas atividades.

Considerado um polímata, destacava-se como cientista, matemático, engenheiro, inventor, anatomista, pintor, escultor, arquiteto, botânico, poeta e músico. A fim de buscar financiamento para o seu trabalho, encaminhou então uma carta ao poderoso nobre Ludovico Sforza, que procurava se cercar de importantes estudiosos e artistas da época.



No que poderia ser considerado um dos primeiros currículos da história, a carta se destacava por apresentar suas habilidades e competências de forma incrivelmente competente. O jovem buscou alinhar seus diversos talentos a partir do ponto de vista do seu potencial "empregador". Destacou as situações onde seus conhecimentos agregavam valor ao poderoso Sforza, demonstrando como poderia ser útil em diversas situações.

O conteúdo da referida carta encontra-se reproduzido na figura deste post e, quem sabe, poderá servir de inspiração para todos aqueles que buscam um espaço no mercado de trabalho

A propósito, o nome deste jovem era Leonardo di Ser Piero da Vinci, ou simplesmente Leonardo da Vinci, uma das figuras mais importantes do Alto Renascimento, considerado por vários o maior gênio da história, devido a sua multiplicidade de talentos para ciências e artes, sua engenhosidade e criatividade.


Polywork

 A GERAÇÃO Z NO CONTROLE: O Crescente Fenômeno do Polywork


O polywork, prática de ter múltiplos empregos simultaneamente, está se tornando cada vez mais comum no Brasil. Impulsionado por mudanças no mercado de trabalho, como o aumento do trabalho híbrido e a busca por maior segurança financeira, esse modelo atrai a Geração Z e se alastra por profissionais de diversas faixas etárias e níveis de escolaridade.


Principais motivos para o crescimento do polywork:

Segurança financeira: A busca por estabilidade financeira é a principal motivação para muitos brasileiros adotarem essa prática.

Complementação de renda: Além da segurança, a necessidade de aumentar a renda mensal também impulsiona o polywork.

Realização pessoal: Explorar diferentes áreas e desenvolver novas habilidades são outros fatores que motivam os profissionais.

Oportunidades de networking: A expansão da rede de contatos é um benefício adicional para quem trabalha em múltiplos empregos.

Autonomia e flexibilidade: A possibilidade de controlar a própria rotina e conciliar trabalho com vida pessoal atrai muitos profissionais, especialmente os mais jovens.


Impactos do polywork:

Positivos: 

  • Aumento da renda e segurança financeira.
  • Desenvolvimento de novas habilidades e maior empregabilidade.
  • Maior satisfação profissional e realização pessoal.
  • Expansão da rede de contatos.
  • Maior flexibilidade e autonomia.
  • Diversidade de habilidades e perspectivas nas empresas.
  • Maior inovação e adaptabilidade.

Negativos: 

  • Risco de burnout e esgotamento físico e mental.
  • Dificuldade em conciliar diferentes demandas e prazos.
  • Falta de reconhecimento por parte de algumas empresas.


Desafios e oportunidades:

Para os profissionais: É fundamental saber gerenciar o tempo, definir prioridades e cuidar da saúde mental.

Para as empresas: É preciso adaptar-se a essa nova realidade e valorizar as habilidades e experiências que os profissionais polyworkers trazem.


Em resumo, o polywork é uma tendência que veio para ficar. Ao oferecer flexibilidade, oportunidades de crescimento e maior segurança financeira, ele está transformando o mercado de trabalho e a forma como as pessoas encaram suas carreiras. No entanto, é importante que os profissionais e as empresas estejam preparados para lidar com os desafios e aproveitar ao máximo as oportunidades que essa nova realidade oferece.

GenZ no Trabalho

 CARTÃO VERMELHO PARA A GERAÇÃO Z?

Demissão de jovens deve acender um sinal amarelo para as escolas.


A Geração Z, nascida entre o final dos anos 90 e início dos anos 2010, está prestes a se tornar a força dominante no mercado de trabalho. Com expectativas e prioridades distintas das gerações anteriores, esses jovens estão redefinindo as relações profissionais.



O que a Geração Z busca em um emprego?

Flexibilidade e bem-estar são palavras-chave para essa geração. Estudos revelam que a maioria dos jovens busca empregos com horários flexíveis e a possibilidade de trabalhar remotamente. Além disso, benefícios como programas de aposentadoria e acesso a academias são altamente valorizados.

A Geração Z no Brasil: Engajamento e Desafios

No Brasil, a Geração Z também está deixando sua marca no mercado de trabalho. Pesquisas indicam que uma parcela significativa desses jovens não cumpre integralmente sua jornada de trabalho, buscando um equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Essa postura reflete uma nova visão sobre o trabalho e a busca por mais autonomia.

A Desconfiança dos Empregadores

Diante desse cenário, os empregadores estão cada vez mais cautelosos ao contratar jovens recém-formados. A falta de experiência prática e, em alguns casos, de habilidades interpessoais, tem gerado desconfiança e levado a um aumento nas demissões. De janeiro até agora, 6 em cada 10 empregadores já demitiram pelo menos um jovem funcionário que se formou na faculdade há menos de um ano. 

O Desafio das Soft Skills

A principal queixa dos gestores em relação à Geração Z é a falta de soft skills, como comunicação, trabalho em equipe e adaptabilidade. Embora muitos jovens possuam um bom conhecimento teórico, eles enfrentam dificuldades em aplicar esses conhecimentos na prática e em se relacionar com colegas de trabalho. E é nesse ponto que as escolas deveriam repensar o seu papel.

O Futuro do Trabalho

A Geração Z representa um novo desafio e uma grande oportunidade para as empresas e para as escolas. Para atrair e reter esses talentos, é preciso repensar as práticas de gestão e educação, oferecendo também um ambiente de trabalho e aprendizagem mais flexível, colaborativo e desafiador. 

Ao mesmo tempo, os jovens precisam investir em seu desenvolvimento pessoal e profissional, buscando aprimorar suas habilidades interpessoais e se adaptar às exigências do mercado de trabalho. Aí a escola assume um papel fundamental.

Em resumo, a Geração Z está transformando o mundo do trabalho. Com suas expectativas e prioridades únicas, esses jovens estão redefinindo as relações profissionais e exigindo das empresas e escolas uma maior adaptação. Para as elas, o desafio é entender as necessidades dessa nova geração e oferecer um ambiente que as atraia e as motive. 

Para os jovens, o desafio é desenvolver as habilidades necessárias para se destacar no mercado de trabalho e construir uma carreira de sucesso.


Nano-Escola

 A NANO-ESCOLA: MENOS PODE SER MAIS NA EDUCAÇÃO


Vivemos em uma era de miniaturização. De smartphones a computadores, a tecnologia continua a encolher, tornando-se mais poderosa e versátil no processo. Será que essa tendência pode ser uma boa estratégia para transformar a educação?

Imagine uma escola que foi reduzida ao essencial, uma "nano-escola ". Assim como os cientistas manipulam átomos e moléculas para criar novos materiais, podemos examinar cuidadosamente cada aspecto de nossas instituições educacionais para determinar "o que realmente agrega valor".


COMO SERIA UMA nano-escola?

Foco no essencial: Ao eliminar atividades desnecessárias e burocracia, podemos dedicar mais tempo e recursos ao que realmente importa: ensinar e aprender.

Aproveite parcerias: colaborações com empresas, organizações e centros comunitários locais podem fornecer acesso a uma gama maior de instalações e conhecimentos.

Adote a tecnologia: ferramentas digitais podem ser usadas para personalizar o aprendizado, criar horários flexíveis e reduzir a necessidade de salas de aula físicas. Isso sem contar a digitalização de toda a burocracia.

Priorize a qualidade em vez da quantidade: turmas pequenas, atenção individualizada e instrução de alta qualidade podem levar a melhores resultados para os alunos.

Benefícios de uma nano-escola:

Custo-benefício: custos indiretos reduzidos podem levar a mensalidades mais baixas e educação mais acessível.

Flexível: os alunos podem aprender no seu próprio ritmo e em seus próprios termos, graças a planos de aprendizagem personalizados e horários flexíveis.

Engajador: Ao focar em aplicações do mundo real e experiências práticas, podemos tornar o aprendizado mais relevante e estimulante.

Sustentável: Uma nano-escola pode ser mais ecológica ao reduzir sua pegada de carbono e promover a sustentabilidade.

Superando desafios: Embora o conceito de uma nano-escola seja atraente, é importante abordar potenciais desafios, como:

Resistência à mudança: educadores e pais podem hesitar em adotar novas abordagens de ensino e aprendizagem.

Equidade: É crucial garantir que todos os alunos tenham acesso aos recursos e ao suporte de que precisam.

Controle de qualidade: É essencial manter altos padrões de educação, mesmo enquanto buscamos eficiência.

Conclusão:

A nanoescola representa uma nova visão ousada para a educação, a partir de conceitos de gestão ágil, organizações exponenciais e liderança ambidestra. Ao abraçar a inovação, a colaboração e o foco no essencial, podemos criar ambientes de aprendizagem mais eficazes, eficientes e envolventes. Embora existam desafios a serem superados, os benefícios potenciais são grandes o suficiente para serem ignorados.

Escolas Colaborativas

 ESCOLAS COLABORATIVAS

Dividir despesas e receitas com o concorrente também pode ser uma boa estratégia...


Imagine só: Chega ao fim o período de matrículas e a quantidade de alunos inscritos para o próximo ano, numa das quintas séries, ainda é insuficiente para a formação de uma nova turma. O que fazer? Matricular os alunos assim mesmo, assumindo o prejuízo e “pegando com Deus” para surgirem novos clientes durante o ano? Ou simplesmente entregar aquele pacote de clientes de mão-beijada para o concorrente?



Resumindo:

Alternativa 1: Você, e/ou o concorrente, optam por matricular os alunos, mesmo em turmas pequenas, cujo ponto de equilíbrio financeiro não foi atingido. Resultado: nenhum dos dois ganha. Ambos perdem, por trabalharem no prejuízo.

Alternativa 2: Você, ou seu concorrente, comunicam aos alunos que não será possível matriculá-los, pois uma nova turma não poderá ser aberta com o número de alunos que restaram. Nessa situação, um dos dois poderá sair ganhando, caso os alunos dispensados migrem para a outra escola. Resultado: Um ganha, outro perde.

Acontece, porém, que naquele mesmo momento, esse problema também poderia ser motivo de insônia para o seu concorrente.

É precisamente nessa hora que se ergue uma barreira às estratégias mais inovadoras, do tipo “ganha-ganha.

Se a situação já é complexa em outros segmentos, no educacional convive-se com o agravante do conservadorismo extremo, onde a estratégia e a “inovação” pouco comparecem.

Agora, imagine que você e seu concorrente se permitam admitir uma terceira via, mais estratégica e inovadora. 

Resolvem experimentar um jeito novo de lidar com essa situação, criando uma espécie de “Central de Compensação”, onde cada uma das escolas “deposita” o número de alunos inscritos que ainda não foram matriculados nas devidas séries, por não atingir a quantidade mínima para formação de turma. Verifica-se, então, a possibilidade de completar esse grupo com alunos da outra escola, viabilizando, assim, uma nova turma. Ao invés de concorrentes, essas escolas passam a ser “colaborativas”.

Uma vez consumada a possibilidade de enturmação, mediante consulta aos clientes, e efetivadas as matriculas, as escolas, agora colaborativas, passam a dividir as despesas e receitas daquela turma. Ou seja, onde apenas uma ganhava, ganham as duas. 

Mas como ainda não evoluímos para a quebra dos paradigmas anteriores, surge logo a pergunta: onde seriam matriculados os alunos dessa turma? Resposta: Na escola que contribuir com o maior número de alunos. 

_ Mas e depois? (Continuam as perguntas)... No ano seguinte, esses alunos não vão mais querer sair da escola... Nesse caso, nada de pânico. Enquanto permanecerem matriculados na escola colaborativa, permanece de pé o princípio da parceria. Cada um daqueles alunos continua tendo suas receitas e despesas rateadas, ainda que a turma inicial se dilua. 

E aí, o que achou?

Estratégia no Trabalho

 ADOTE UMA ABORDAGEM ESTRATÉGICA PARA O SEU TRABALHO


Ser estratégico é uma habilidade essencial de liderança. Mas estratégias são notoriamente difíceis de projetar e entregar. A chave para superar os obstáculos organizacionais e pessoais que atrapalham é tomar pequenas decisões sobre onde focar e o que fazer ao longo do dia. Elas podem parecer inconsequentes, mas seus impactos se acumulam. Experimente estas seis estratégias para incorporar o pensamento estratégico em seu trabalho diário.



1) Identifique as principais ações. Reserve um tempo todos os dias para atividades que contribuam significativamente para sua estratégia geral. Priorize tarefas de alto impacto e delegue ou elimine as menos críticas.

2) Aborde os principais problemas. Enfrente os maiores desafios primeiro. Reformule os problemas como oportunidades de crescimento — e considere como resolvê-los se alinha com seus objetivos estratégicos.

3) Explore as escolhas. Em cada interação com seus colegas, pense nas diferentes maneiras pelas quais você pode progredir em direção aos seus objetivos. Considere sua função, o que o diferencia dos outros e impacto desejado, e procure oportunidades de aprendizado que o momento oferece.

4) Domine as habilidades necessárias. Continue investindo em seu crescimento e desenvolvimento. Aprenda com os esforços anteriores, busque conselhos de colegas de trabalho confiáveis ​​e inspiração, em colegas de alto desempenho.

5) Crie alinhamento. Esforce-se para alinhar suas decisões estratégicas com as necessidades de todas as partes interessadas — você incluído! 

6) Reúna recursos. Garanta que você tenha os recursos físicos, mentais e relacionais necessários para fazer seu melhor trabalho. Priorize a saúde, relacionamentos de apoio e um ambiente de trabalho produtivo.

Bora começar?

Precificação

 Há 5 meses

ESTRATÉGIA DE PRECIFICAÇÃO DINÂMICA: OS PRÓS E CONTRAS...

O Walmart está testando "etiquetas digitais de prateleira" em suas lojas nos EUA, permitindo que os preços sejam alterados instantaneamente por meio de um aplicativo móvel.
Isso tem o potencial de levar à implementação de preços dinâmicos, onde os preços dos itens podem flutuar ao longo do dia com base em diversos fatores.

A empresa nega que usará preços dinâmicos com as etiquetas digitais, mas a possibilidade ainda gera preocupações entre os consumidores.

Vantagens potenciais das etiquetas digitais de prateleira:
> Maior eficiência para os funcionários da loja
> Melhor controle de estoque
> Maior agilidade na adequação aos pedidos dos clientes

Preocupações com preços dinâmicos:
> Falta de transparência por parte dos varejistas
> Dificuldade para os consumidores fazerem orçamentos
> Potencial para preços mais altos em momentos de maior demanda
> Percepção de que o sistema é injusto e beneficia as empresas em detrimento dos consumidores

Exemplos de outras indústrias que usam preços dinâmicos:
> Companhias aéreas
> Hotéis
> Serviços de compartilhamento de viagens
> Parques temáticos
> Eventos com ingressos

Uma pesquisa recente da YouGov mostra que a maioria dos americanos acha que a precificação dinâmica é injusta em diversas áreas, porém muitos consumidores ainda não entendem completamente o que é precificação dinâmica.

Conclusão:

A implementação de preços dinâmicos no varejo tradicional é controversa e pode gerar resistência dos consumidores. As empresas que optarem por usar esse modelo precisam ser transparentes e comunicar seus planos de forma clara e eficaz aos consumidores.

Pontos adicionais:
> O Walmart não é o único varejista testando preços dinâmicos.
> Alguns consumidores podem se beneficiar de preços mais baixos em horários específicos com a precificação dinâmica.
> É crucial que os consumidores estejam atentos às práticas de precificação das empresas e cobrem transparência e justiça.

E a sua empresa, como se posiciona em relação a essa estratégia de precificação?

Fonte: https://lnkd.in/gkEhkNss